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Cemitério novo vai ser ampliado PDF Imprimir e-mail
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População irá decidir futuro a dar ao espaço do antigo campo-santo. Junta de Freguesia tem uma proposta, que passa pela construção de um jardim naquele local

O cemitério novo de Vila Nova irá sofrer “obras de ampliação em breve”, garante António Duarte, presidente da Junta de Freguesia. A intervenção, que o autarca considerada “muito urgente”, irá ser concretizada “assim que houver acordos assinados com os proprietários dos terrenos”, não havendo ainda uma data definida para o início das obras.
A nova expansão do espaço vai aumentar as actuais 445 campas para mais de 600, num local onde apenas restam 15 por vender, depois da transladação de 244 ossadas do antigo campo-santo. A falta de espaço é um dos motivos da ampliação, que “estava prevista no projecto inicial, que já contemplava estas alterações”, garante António Duarte.
As modificações do cemitério passam pelo seu alargamento para trás da capela erguida naquele local, ficando assim com “duas quotas, divididas por um pequeno muro, que será o actual, mas rebaixado, sendo ainda criada uma passagem pedonal entre a parte nova e antiga”, explica o presidente de Junta. A intervenção tem ainda prevista a construção de 25 lugares de estacionamento em espinha, na parte lateral esquerda do campo-santo.
Os terrenos usados nesta ampliação foram conseguidos por troca com os proprietários, à excepção dos espaços que já pertenciam à Junta de Freguesia. No entanto, fica ainda por adquirir uma zona para a qual estava prevista a expansão, situada por detrás das actuais capelas mutuárias, junto ao local onde será criado o estacionamento, mas que não foi comprado “por não ter sido conseguido um acordo com o seu proprietário”, esclarece o autarca. Porém, António Duarte refere que, “caso numa fase posterior venha a ser efectuada uma nova ampliação e o dono volte a recusar a proposta, poder-se-á avançar com a expropriação do terreno”. O presidente da junta afirma que, “neste momento, nem pensar em fazer isso, até porque não é imprescindível”, mas adianta que “no futuro, em caso de necessidade, alguém terá de tomar essa posição”.

ANTIGO CEMITÉRIO: POVO DECIDE PROPÓSITO DO ESPAÇO
O antigo campo-santo, edificado em 1883, junto à capela de Nossa Senhora das Neves (NSN), ainda “não tem um destino final, até porque é um espaço que pertence a toda a freguesia e cabe às pessoas decidi-lo”. O autarca frisa que, “caso ainda esteja em mandato quando for encerrado o antigo cemitério, será realizado um referendo para conhecer as propostas que as pessoas têm para o local. As hipóteses serão ponderadas e o povo decidirá o que fazer”.
Neste sentido, a Junta de Freguesia tem já elaborado um possível projecto, que passa pela construção de um jardim, contíguo ao recinto da capela de NSN, equipado com sanitários e sala de arrumação, construídos em cada um dos lados do actual portão principal. Para “relembrar que aquele lugar foi em tempos um cemitério, seria conservado o jazigo de mármore daquele espaço e recuperado, se possível, o portão principal”. O presidente de Junta clarifica que “o terreno do antigo cemitério não será uma ampliação do recinto de baile ou zona de festa, mas sim um espaço contíguo à capela”.
A construção do campo-santo novo, inaugurado em 1997, foi a “solução encontrada para a saturação do solo” do antigo cemitério. Com mais de cem anos, “a terra começou a demorar na decomposição dos corpos”, que “não podiam ser sepultados no lote de baixo, junto à entrada, porque o terreno é de lapa”, esclarece o autarca. “Tomada a decisão de construir um campo-santo novo havia duas soluções: manter o antigo ou transladar os restos mortais para o novo. Optou-se pela segunda”, recorda o autarca, que diz ser “mais fácil assim”. Desta forma “as pessoas não têm de andar de um lado para o outro a enfeitar, têm os seus entes queridos sepultados no mesmo local”. O presidente da Junta reconhece, no entanto, que a transladação é um “processo difícil e que os assuntos relativos ao cemitério mexem com as pessoas”, mas sublinha que “a ideia errada de que o espaço serviria futuramente para alargar o recinto de baile da capela de NSN levou a que muitos não concordassem. Agora que se conhece o verdadeiro porquê, já aceitam”, conclui António Duarte.

TRANSLADAÇÃO EM FASE DE CONCLUSÃO
Apesar de a transladação das ossadas do antigo para o novo campo-santo ainda não estar concluída, “porque já existem poucas campas disponíveis”, António Duarte garante que o processo irá ser “finalizado quando for decido o destino a dar ao antigo cemitério”.
O autarca recorda que “há pessoas que não querem transferir os restos mortais para o novo campo-santo”, mas salienta que “assim que seja definida o finalidade a dar ao espaço do antigo cemitério, todos os objectos que estejam acima da terra serão retirados”. Este responsável realça que “nas campas privadas não se pode intervir, mas o que é pago é o terreno e ninguém paga taxas ou licenças pelo que coloca acima. Nisso sim, podemos mexer”, informa o presidente.
O financiamento da ampliação do cemitério novo está a cargo da Câmara Municipal de Anadia, sendo a Junta de Freguesia responsável pelo pagamento da mão-de-obra. A ampliação ainda não tem data de início prevista, mas António Duarte avança que “depois de começarem, devem estar concluídas em pouco mais de uma semana”.


Texto, fotografias e multimédia: Mário Matos|Bloco Informativo de 06 de Maio de 2009|MMPLDA 2001-2009
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