| Matança do porco revivida em Algeriz |
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A direcção do Centro Recreativo e Cultural de Algeriz (CRCA) recriou a tradição. Mais de meia centena de pessoas aderiram a uma iniciativa realizada com o intuito de convívio e angariação de fundos para conclusão das obras no edifício.
Mais de meia centena de pessoas usufruiu da carne de uma porca com mais de 150 quilos, na recreação da matança do porco, no passado domingo, dia 25, em Algeriz, freguesia de Vila Nova de Monsarros. Num domingo diferente, a aldeia voltou atrás no tempo reviveu a tradição que originalmente reunia uma vez por ano a população das pequenas aldeias do interior em meses de frio, para um convívio singular ritualizado. “A iniciativa partiu da direcção da colectividade”, explica Manuel Fernandes, Presidente do Centro Recreativo e Cultural de Algeriz (CRCA). “Esta tradição realiza-se em muitas aldeias um pouco por todo o país, decidiu-se fazer-se em Algeriz”, adianta aquele membro da administração do centro, sublinhando que “a actividade serve para angariar fundos, mas essencialmente para o convívio e conservar costumes”.Na reprodução do ritual, o grupo de “matadores” recriou mimeticamente os passos da tradição. Iniciando-se a matança do animal às sete da manhã, seguiu-se o estonar com tojos, “criados somente para este efeito, para este dia”, retirando-se o pêlo e boldra. “Antes da desmontagem da carcaça, foi chamuscado, lavado e tratado com telhas e sal”, como explica Manuel Fernandes.Após o cumprimento da tradição, “avançou-se para o melhor e mais importante, o convívio, que se prolongou até não haver mais”, esclarece o número um do CRCA. Na ementa “não faltaram os torresmos tão portugueses e o conhecido serrabulho. Tudo em grandes quantidades, não fosse o animal ter um bom peso”, reforça o presidente do centro.O convívio “não escolheu idades ou residências, as pessoas que aderiram fizeram-no por ter amigos no Lugar ou pela convivência”, refere o membro da organização. Mas não só por esse motivo. “Ter amizades em Algeriz e querer ajudar o centro” foram as razões que levaram Rui Lucas, morador da Mealhada, a deslocar-se aquela localidade. Já para Maria Otília, moradora na aldeia, “foi uma boa iniciativa e devia haver mais actividades do género em Algeriz”.A iniciativa, que decorreu no edifício do CRCA ao longo do passado domingo, foi organizada pela direcção, que pretende “angariar algum dinheiro, mesmo que seja pouco, para que se vão concretizando as obras do centro”, refere Manuel Fernandes. As obras, “iniciadas no princípio da década de 90, estão agora em fase de conclusão, que se espera termine em breve”.
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