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Sete anos depois de lançada a primeira pedra, o Centro de Apoio Social de Vila Nova, a obra que faltava à freguesia, abre as portas à comunidade dentro de um mês. Apesar de não estar totalmente concluído, o equipamento, de “inegável valor no campo dos cuidados sociais”, começa a funcionar com três valências. Conheça o percurso de construção desde o primeiro momento. Ano de 2000, 11 de Novembro. A primeira pedra Centro de Apoio Social (CAS) de Vila Nova de Monsarros é lançada. Quase sete anos e outras tantas dificuldades depois, a direcção do Centro, liderada pelo presidente Agostinho Maia, anunciou que a “obra de vital importância, indispensável à freguesia” vai entrar em funcionamento já no próximo mês, em data a definir. Há muito tempo que se equacionava a hipótese da criação de um ponto de apoio na área dos cuidados sociais. Um espaço que proporcionasse uma melhor qualidade de vida aos idosos carenciados ou que vivem sós, permitindo um acompanhamento familiar permanente, contínuo e personalizado. O Centro vem constituir-se como um local comum propício à partilha, num ambiente confortável e familiar, de experiências entre idosos e crianças.
O equipamento irá servir as necessidades da população de Vila Nova, sede de freguesia, Grada, Monsarros, Algeriz, Parada e Poço. Além destas aldeias, poderá ainda prestar apoio social a algumas terras vizinhas, em caso de existência de vagas, algo difícil dada a escassez de espaço. A incessante e infrutífera luta contra a falta deste, amputa a possibilidade da construção de uma estrutura com maior capacidade de resposta. A prioridade irá para as solicitações provenientes da população da freguesia. À semelhança de muitas localidades rurais, a freguesia de Vila Nova tem uma população maioritariamente envelhecida. Este edifício, o primeiro do género na freguesia, poderá ser a resposta social a algumas carências que, actualmente, obrigam ao recurso a instituições contíguas à freguesia. Poderá, ainda, servir de incentivo à fixação da população mais jovem, pelos postos de trabalho que irá criar, podendo funcionar como impulsionador do desenvolvimento, na área do apoio social, dado os serviços a que se propôs e que virá a prestar. De entre os vários obstáculos enfrentados pela direcção do CAS, sobressaem a falta de verbas, dificuldades burocráticas e as diversas reformulações do projecto inicial, fruto de exigências impostas ao longo dos anos pelas autoridades legais. Processo de construção A obra devia ter sido concluída em 2003. No entanto, alguns imprevistos, em especial a falta de verbas, obrigaram a um “pára, arranca” contínuo que durou até este ano. Mas, apesar do estado avançado de construção, a instituição apenas ficará totalmente funcional e apta a prestar os devidos serviços aquando da conclusão das obras no Piso-1. A ideia inicial da construção do CAS surgiu em 1993, quando Sílvio Cerveira, na altura Presidente da Câmara Municipal de Anadia, lançou o repto da edificação de uma estrutura de apoio social capaz de responder às necessidades da população da freguesia. Um ano depois, formou-se um núcleo de 28 sócios-fundadores, liderados por José Luís Esteves Martins (ex-presidente, entretanto falecido), Agostinho Maia (número dois, actual presidente). Recentemente António Duarte, Presidente da Junta de Freguesia, foi eleito vice-presidente da Direcção do CAS. O processo de construção, que se prolonga há cerca de sete anos, teve uma primeira fase, iniciada no ano de 2000, correspondente à colocação das vigas de fundação e alicerces da estrutura. Um ano depois é lançada a segunda fase, de edificação estrutural do edifício. Na terceira fase, lançada este ano, procedeu-se aos acabamentos do rés-do-chão. Pendente fica ainda a construção do Jardim-de-infância e do ATL (actualmente a funcionar no edifício da Casa do Povo), que funcionarão no Piso-1. Os arranjos exteriores ficam a cargo da Câmara Municipal de Anadia “sem a qual seria impossível colocar o Centro a funcionar já em Setembro”, reforçou o vice-presidente. Falta de verbas A instituição foi inicialmente orçada em cerca de um milhão e meio de euros, comparticipada em 80% pelo Estado. Apenas três anos depois do início das obras, os gastos ultrapassavam já os 500 mil euros, enquanto o contributo do Poder Central rondava cerca de 200 mil euros. Até à presente data, foram gastos, somente na construção, mais de 807 mil euros, “o dobro do que recebemos”, afirmou António Duarte. Do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) o CAS recebeu já cerca de 379 mil euros. Apesar disso, a direcção viu-se obrigada a contrair um empréstimo de 300 mil euros a fim de poder “colocar o CAS em funcionamento já em Setembro próximo”, salientou. A instituição beneficiou, até agora, do apoio da Junta de Freguesia, Associação Cultural da Bairrada no Luxemburgo (ACBL), Câmara Municipal de Anadia, PIDDAC, empresas, emigrantes e particulares do município, sobretudo da freguesia, através de donativos directos, pagamento de quotas de sócio, ofertas de materiais de construção e outros. Valências do CAS O edifício, situado na rua do Campo do Mú, ocupa uma área de aproximadamente 5500 m2. Em 2000, por altura do início das obras, estava previsto que o Centro contemplasse Creche (30 crianças), Centro de Dia (30 utentes), ATL (40), Apoio Domiciliário (15 idosos), espaços comparticipados pela Segurança Social, e um Jardim de Infância, dependente da assinatura de um acordo com o Ministério da Educação. Além destes serviços os responsáveis pela instituição ainda colocaram a hipótese de um Lar/Centro de Noite. No entanto, a concretização destas valências ficou rapidamente gorada pelos obstáculos que se foram apresentando no caminho da direcção do CAS. Os responsáveis apenas apresentaram ao PIDDAC, três das cinco valências iniciais. No projecto final apenas ficaram confirmadas as valências do Centro de Dia (15 utentes), Apoio Domiciliário (20 idosos) e Creche (30 crianças), serviços que irão funcionar no rés-do-chão. Apesar disso, o Piso-1 ainda se encontra em fase de conclusão, actualmente inviabilizada por falta de verbas. As inscrições para os três serviços já estão abertas. Para efectuá-las basta contactar o CAS, através do telefone 231 516 204.
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